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Em Jaguaruna, o avanço do assoreamento na Barra do Camacho voltou a exigir ações entre os gestores locais, reunidos nesta segunda-feira, 20. Estêner Soratto, prefeito de Tubarão, e Laerte Silva, de Jaguaruna, participaram de encontro na sede da Associação de Municípios da Região de Laguna (Amurel) para alinhavar medidas conjuntas.
Entre as deliberações, ficou definido o próximo passo: promover uma reunião com representantes da Defesa Civil, incluindo o coordenador regional e os secretários das respectivas pastas, a fim de coletar dados técnicos e relatórios de riscos hídricos que embasem decisões junto aos órgãos ambientais.
O licenciamento ambiental para autorizar o desassoreamento passou a ser analisado pela Coordenadoria Regional do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), em Tubarão. A última dragagem do canal ocorreu em 2022, com investimento de R$ 10 milhões do governo estadual; desde então, não houve manutenção.
O canal da Barra do Camacho está próximo de fechar, com trechos já sem água. A dragagem é vista como essencial para a economia pesqueira regional e para o escoamento das águas da bacia do Rio Tubarão, sobretudo diante das projeções climáticas associadas ao El Niño.
Os gestores estudam que o desassoreamento possibilite a criação de um espaço seguro para barcos e pescadores, aliado a um projeto de engenharia para evitar o acúmulo crônico de sedimentos. A visão de longo prazo inclui a implantação de uma marina e a viabilização de todo o complexo de infraestrutura turística por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) com financiamento majoritariamente privado.
Para manter a sustentabilidade das operações e evitar novo assoreamento, também está nos planos a aquisição de uma draga, que ficará disponível para realizar manutenções periódicas do calado e da profundidade do canal.
Escrito por H2O FM
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