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Rádio H2O
Embora dezembro ainda pareça distante no calendário, para quem veste a roupa do Papai Noel o trabalho já começou. Em Laguna, a campanha Natal Solidário iniciou oficialmente a arrecadação de brinquedos e recursos para mais uma edição da tradicional ação que, há cerca de nove anos, transforma o fim de ano de crianças e famílias do município.
Em entrevista ao Jornal da Manhã, o idealizador da campanha e conhecido por dar vida ao Papai Noel da cidade, Marco Antônio Souza João, o Chorão, explicou que a mobilização precisa começar cedo para que seja possível reunir a quantidade de brinquedos necessária para atender todas as comunidades.
”Está cedo, mas para o bom velhinho não está. Já está praticamente em cima do laço. Para chamar toda essa galera para participar da nossa campanha, tem que começar um pouco antes, senão complica. Quanto mais cedo a gente começa, mais brinquedos a gente consegue arrecadar”, destacou.
No ano passado, a caravana percorreu 11 bairros de Laguna e distribuiu aproximadamente 2.300 brinquedos, além de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade e de lembranças destinadas aos idosos.
A história do Natal Solidário começou de forma simples. Após uma ação realizada no Dia das Crianças, sobraram alguns brinquedos. A partir da sugestão de amigos, Chorão decidiu vestir a roupa do Papai Noel e levar os presentes até uma comunidade. O que seria uma pequena entrega acabou crescendo e, hoje, tornou-se uma das maiores mobilizações solidárias do município.
”A gente fez uma rifa para arrecadar dinheiro e comprar mais brinquedos. O primeiro Papai Noel atendeu umas seis comunidades. Hoje, já são cerca de nove anos levando alegria para as crianças”, relembrou.
Além da doação de brinquedos, a campanha recebe contribuições em dinheiro, por meio de Pix. Segundo Chorão, a maioria dos colaboradores prefere fazer a doação em dinheiro por causa da correria do dia a dia. Com os recursos arrecadados, ele mesmo realiza a compra dos brinquedos no comércio da região, procurando padronizar os brinquedos para que todas as crianças recebam a mesma coisa.
A entrega dos presentes vai muito além da figura do Papai Noel. A ação reúne dezenas de voluntários, conhecidos como os “duendes” da campanha, que ajudam na organização e distribuição dos brinquedos ao longo do percurso.
A estrutura conta ainda com um caminhão carregado de presentes e um trenó construído pelo próprio Chorão, que neste ano, segundo ele, receberá novos detalhes para tornar a experiência ainda mais mágica para as crianças.
As entregas costumam começar no início da tarde e seguem até a noite, percorrendo as comunidades atendidas. Neste ano, a ação está marcada para 22 de dezembro.
Embora as crianças sejam o foco da campanha, um dos momentos mais marcantes acontece quando o Papai Noel encontra os idosos. Além das cestas básicas destinadas às famílias que mais precisam, a equipe prepara um agrado especial para os idosos que aguardam a chegada da caravana.
“Os idosos chegam e dizem: ‘Eu nunca abracei o Papai Noel’. A gente leva um agrado para eles também. Eles ficam emocionados. O nosso Papai Noel lembra das crianças, dos adolescentes, dos idosos e das famílias que mais precisam.”, contou.
Quem deseja colaborar com a campanha pode doar brinquedos novos, contribuir financeiramente por meio de Pix (CPF 091.238.379-85 – Luisa Rocha Bernardo), em conta exclusiva para a campanha, ou ainda participar como voluntário na entrega dos presentes, integrando a equipe de “duendes” que acompanha o Papai Noel pelas comunidades.
Para Chorão, toda ajuda faz diferença. Afinal, quanto maior a arrecadação, maior será o número de crianças contempladas. “A gente quer fazer um Natal maior do que o ano passado. Está chegando muita criança em Laguna e a nossa vontade é atender cada vez mais gente. Se tiver mais brinquedo, mais brinquedo a gente vai entregar. Toda ajuda faz diferença.”
Mais do que distribuir brinquedos, a campanha busca levar esperança, acolhimento e o verdadeiro espírito do Natal às comunidades. Para Chorão, vestir a roupa do bom velhinho vai muito além da fantasia. É um compromisso assumido com quem espera, ano após ano, pela chegada da caravana e por um gesto de carinho que, muitas vezes, fica marcado para sempre na memória.
”Ser Papai Noel é uma coisa, mas tu tem que ter aquilo que vem do coração mesmo. Eu me considero um Papai Noel o ano inteiro. Eu penso no Papai Noel o ano todo. É uma coisa que eu gosto muito e acho que consigo passar essa emoção para as pessoas.”, contou emocionado.
Natal Solidário em Laguna – Entrevista com Chorão
Escrito por Rafael Elibio
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